Meia Noite em Paris (Midnight in Paris)

Ao passo que a vida nos leva para momentos que nos agradam, seja pelo nascimento de alguém ou pela realização de algo nos movemos a descobrir o real significado da vida através do que chamamos de felicidade, ou um estado qualquer de bem-estar. Estando ao lado das mais suntuosas (este termo está valendo?) figuras do século retrasado, como Pablo Picasso e Ernest Hemingway, o personagem interpretado (muito bem, a que se diga!) pelo ator Owen Farrell viaja pelo tempo através de um carro antigo sempre exatamente em um determinado lugar de Paris todas as noites. Lá ele descobre amores, desilusões, se aventura em algumas descobertas e ao final de tudo percebe a infinitude de nós mesmos diante desse instrumento de parede a que cunhamos de nome relógio. 

Uma homenagem do diretor Woody Allen àquela época chamada a “era de ouro”, onde a sociedade gozava do mais pleno fulgor dos sentimentos de pertencimento a uma causa e a uma época. Só que nem tudo era rosas em nenhuma época em que tenhamos vivido. Seja ela no saudosismo com o qual muito se referem hoje no século 21 ao passado dos movimentos dos anos 60 e 70. O que o diretor e roteirista Allen nos convida é a pensar sobre nós mesmos no mundo em que vivemos nesse momento. Que pode ser uma porcaria, mas é a realização de um processo de alegrias e desilusões, tão característicos não de uma época, mas de uma existência humana.